28 de junho de 2009

Michael Jackson: um homem, um disco, uma lenda

por Mário Megatallica

Poucos artistas conseguem se firmar no mundo música. Poucos artistas conseguem lançar álbuns inesquecíveis no mundo da música. E poucos conseguem se tornar lendas do seu estilo. Michael Jackson conseguiu tudo isso e muito mais... Se tornou um dos artistas mais cultuados e influentes da sua geração, chegando a ser considerado o rei da música pop e deixando uma gigantesca legião de fãs e admiradores no meio artística. Já era considerado uma lenda viva; agora se consolidou como uma lenda da música do século XX.
Justificar
Michael Jackson se tornou um ícone da música pop através da incorporação de três elementos importantes na sua carreira: a mistura de ritmos, a dança e o gosto pelas grandes produções audio-visuais - consequência inevitável da mistura entre sua música e sua dança. Sua dança era baseada no estilo "street dance" - predominantemente negra - com forte influência do mestre James Brown. O estilo de dança de Michael era inconfundível, único, marcante, inspirador, envolvente, e sua marca registrada acabou sendo o passo conhecido como "Moonwalker", no qual ele deslizava andando para trás. Michael também investiu pesado nas suas produções audio-visuais, mais notadamente seus vídeo-clips. É fácil lembrar algum vídeo marcante entre vários que ele concebeu, mas nenhum conquistou mais seus fãs do que o clip da música "Thriller", que se tornou sua verdadeira obra-prima. Sua coreografia, seus personagens, sua atmosfera sombria e aterrorizante foram imitados mundo afora e jamais serão esquecidos.

Mas a base de tudo era sua música. O estilo de Michael Jackson era baseado na mistura entre Funk Americano, Soul e Black Music, Disco Music e Rock. Através desta grande miscelânea de estilos ele concebeu sua tríade de álbuns mais reverenciados: Off The WAll (1978), Thriller (1982) e Bad (1987). O primeiro segue a linha básica da Disco Music com Funk, o segundo é uma mistura de Funk com Black Music e um pouco de Rock, e o terceiro mantém a base de Funk e Black/Soul Music, porém com mais Rock, tanto na musicalidade quanto no visual e na atitude de Michael. Dos três, o segundo se destacou mais e o tempo se encarregou de tornar Thriller um álbum clássico; e os fãs se encarregaram de torná-lo o disco mais vendido de todos os tempos, com 100 milhões de cópias vendidas. As músicas principais do álbum foram "Thriller", "Beat It" e "Billie Jean", que acabaram se tornando a trilha sonora de toda uma geração.

Eu mesmo fui influenciado por algumas das músicas de Michael Jackson. Sim, este headbanger que vos escreve possui uma cópia em vinil do Thriller e do Bad e já curtiu bastante o som do rei do pop. Thriller me agradou mais e em poucos dias, na época - 1989, se não me engano - eu já estava cantando a maravilhosa "Beat It", que anos depois, descobri que contou com a participação do guitarrista virtuose Eddie Van Halen, que fez o solo da música. Aliás, o riff de "Beat It" e seu solo praticamente sacramentaram minha conversão para o Rock pois era exatamente aquilo que eu procurava musicalmente na época, e não aquelas musiquinhas de rádio sem pretensão alguma a não ser render alguns trocados para artistas e gravadoras sem compromisso musical. Por isso costumo dizer que "Beat It" serviu como "ponte musical" para o início da minha fase rockeira, preparando o terreno para o que eu ouviria pela frente. Até hoje sou grato a Michael por esta "ajuda".

A morte de Michael realmente foi uma perda incomensurável e deixa uma lacuna inpreenchível, tanto nos corações dos seus fãs quanto na indústria fonográfica, afinal, sabemos que não mais teremos seus shows, sua dança, seus passos (apesar de que sempre haverá alguém o condenando por sua mudança de cor, por seus hábitos diferenciados, por seus processos judiciais, por suas inúmeras operações plásticas... não importa). Ninguém mais conseguirá vender tanto quanto Michael Jackson; ninguém mais terá tantos fãs fiéis e satisfeitos com a sua arte quanto Michael Jackson; e de fato ninguém quer que haja outro Michael Jackson porque ele foi único e é insubstituível - e sua obra imortal. Só nos resta agora conviver com a saudade que ele deixou com a sua ausência. Descanse em paz, Michael, sua missão foi (muito) bem cumprida.


Michael Jackson: 1958 - 2009.
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