18 de novembro de 2011

Opinião: Thirteen, do Megadeth

Ouvir o novo álbum do Megadeth, Thirteen, me fez pensar sobre como foram os últimos dez anos da banda. Fico bastante admirado pela forma como Dave Mustaine superou as dificuldades que surgiram após o seu acidente de barco em 2002, no qual ele fraturou o braço. Ele achou que não poderia mais tocar e simplesmente anunciou o fim da banda! Até lançou um álbum com um túmulo na capa onde lia-se "Megadeth: 1985-2002". Depois disso, o David Ellefson saiu da banda e processou Dave Mustaine, reclamando na Justiça seus direitos sobre o nome e as músicas da banda.

Mas Dave Mustaine deu a famosa "volta por cima". Fez fisioterapia, voltou a tocar guitarra (não mais na mesma velocidade de antes), gravou um novo álbum em 2004 - The System Has Failed -  com o apoio de uma banda de estúdio, contratou músicos para fazer uma turnê em 2005 e ergueu a banda novamente. E voltou com força total! Criou um festival chamado "Gigantour" e depois lançou uma sequência de ótimos álbuns: United Abominations (2007), Endgame (2009), e agora o ótimo Thirteen (2011), além de fazer parte do festival "Big 4" desde 2010, tocando ao redor do mundo com Anthrax, Slayer e Metallica.

Thirteen (2011), o 13º álbum de estúdio do Megadeth.
O novo álbum, Thirteen, tem uma característica importante: não possui muitas músicas rápidas - ao contrário de seu antecessor. Isso faz com que você consiga ouvir o álbum completo sem pedir "um tempo pra respirar"! Isto é: não satura o ouvinte. O mais legal é que se você criar um playlist com Endgame e Thirteen perceberá que os dois se complementam.

Thirteen é um álbum repleto de levadas de bateria e riffs de guitarra com tempo moderado, sem muita "palhetada alternada" em alta velocidade, o que destaca mais a melodia e o peso. A "quebradeira" parece ser coisa do passado definitivamente; as linhas estão mais "retas", mais simples e óbvias. Dave Mustaine inclusive utilizou bastante os power chords "abertos" neste álbum, expondo claramente sua influência punk/hardcore. Vale lembrar que o Megadeth tocou por vários anos a "Anarchy in the UK" do Sex Pistols.

A agressividade, no entanto, continua intacta. Vale ressaltar que a bateria de Shawn Drover contribuiu bastante para essa característica com várias passagens de bumbo duplo. E o vocal de Dave Mustaine, felizmente, não se transformou num motivo de preocupação e soou muito bem (afinado, rouco e agressivo) durante todo o álbum - o que não tem acontecido ao vivo, infelizmente. 

Uma grande novidade neste álbum foi o retorno do baixista e companheiro de composição David Ellefson. sua volta aconteceu oficialmente há mais de um ano, durante a turnê de comemoração do 20º aniversário do álbum Rust In Peace. A expectativa do retorno de Ellefson era enorme e realmente a banda retomou sua tendência Thrash com mais força após a volta desse parceiro fundamental de Dave Mustaine.

Novo álbum conta com a volta do baixista David Ellefson.
Das treze músicas do álbum, duas já haviam sido lançadas: "New World Order" (1997) e "Black Swan" (2007). As outras são inéditas e já garantiram uma boa posição para Thirteen no ranking de vendas de vários países. 

Com Thirteen, Dave Mustaine prova que seu estilo é atemporal e que não vale mais a pena arriscar mudanças numa fórmula que sempre dá certo com seus fãs e que, mesmo depois de tantos anos de estrada, continua agradando os mais exigentes apreciadores de Thrash Metal.
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