8 de fevereiro de 2012

Um passeio pela NAMM 2012

O baterista brasileiro Acácio Carvalho (Dark Avenger, Vougan), atualmente vivendo nos EUA, relatou com exclusividade para o blog A&RR a sua rotina de visitas à NAMM 2012 - a maior feira de produtos de áudio e música das Américas. Confira agora o que ele viu de interessante neste evento!

DIÁRIO DA NAMM 2012
por Acácio Carvalho 

"Olá galera! 

Eu vou usar este post como um pequeno diário, para compartilhar com vocês algumas das experiências que tive durante a NAMM 2012. Vou tentar manter o post o mais curto possível, portanto vamos direto ao ponto =) 

Depois de 7 horas de vôo da Costa Leste Americana (onde moro) até a Califórnia, finalmente cheguei ao hotel no meio da manhã de Quinta-Feira. Logo de cara encontrei com alguns dos meus melhores amigos, como Eric e Angelica Meyer da MYR Multimedia e fomos juntos para o evento, que acontece no Centro de Convenções logo em frente ao hotel. 

Com Thomas Lang.

O primeiro dia geralmente é um pouco mais lento que os outros, a multidão não é tão grande, dá para andar tranquilamente pelos corredores e conversar com as pessoas com um pouco mais de calma. Este é o dia que eu aproveito para visitar todos os meus patrocinadores, entregar alguns materiais e fazer os primeiros novos contatos. Nada muito interessante acontece na Quinta-Feira, portanto o dia se resume a uma longa caminhada de vários Kilometros (literalmente) pelo evento, e uma boa noite de sono. 

Com Marty Friedman e Jeff Loomis.

Logo pela manhã da Sexta-Feira, chegando ao evento, você logo percebe uma grande diferença no número de pessoas. São milhares de pessoas andando pelos corredores e apartir daí a paz do dia anterior não se repete mais. O interessante é que o evento não é aberto ao público, portanto as pessoas que formam esta multidão são exclusivamente profissionais da indústria musical. São artistas, donos de empresas, lojistas, representantes de marcas, agentes, empresários e, claro, rockstars. Eu costumo dizer que sempre que vou a estes eventos, eu encontro todos os meus ídolos (risos). Depois de alguns anos você acaba vendo todos estes grandes músicos de uma maneira mais comum e realista, mas é muito legal você ter a oportunidade de conversar com algumas das pessoas que te inspiraram a se tornar um músico e, de certa forma, te ajudaram a chegar onde você se encontra. 

Com David Eleffson.

A sexta-feira é um dos dias mais longos e mais loucos de todo o evento. A feira em si já é alucinante, você precisa passar o dia inteiro andando e conversando com as pessoas. No começo é muito legal, mas depois de 8 horas sem pausa, você começa a sentir os efeitos no corpo e na mente. A NAMM fecha as 18 horas todos os dias, porém, logo em seguida outros eventos relacionados começam a acontecer. São shows, workshops, festas e afins. Eu sai da NAMM e fui diretamente para o Marriot hotel, onde estava acontecendo um show de 30 anos da Sabian com vários bateras tocando em jams, etc. Todos os eventos acontecem nos arredores do Centro de Convenções, portanto são mais algumas caminhadas de evento para evento. No show da Sabian estavam tocando Virgil Donati, Tony Royster Jr., Mike Portnoy, Allan Holdsworth, Tony McAlpine, entre outras lendas. Nesta mesma noite estive também no jantar da Paiste (onde estavam praticamente todas as lendas patrocinadas pela empresa) e logo após voltei para o meu hotel para finalmente dormir. 

Com Aquiles Priester.

Depois de algumas horas de sono, hora de acordar e ir para a NAMM novamente. O sábado é um dia absolutamente caótico nos corredores do evento, a multidão parece ter se multiplicado e é incrivelmente difícil se comunicar com as pessoas e conseguir qualquer tipo de resultado neste dia. Portanto este é o dia onde eu tiro fotos e toco as baterias mais insanas que eu puder achar. Onde mais eu poderia tocar uma DW de 15 peças, ou sentar na batera do Dave Lombardo com ele ao meu lado explicando os detalhes do instrumento? O dia geralmente passa bem rápido quando você está se divertindo, portanto o Sábado se resume a isso. Saindo da NAMM, fui direto para o meu hotel, onde estava acontecendo uma série de shows no lobby. Permaneci por lá até umas 11 da noite e finalmente fui para o meu quarto e não lembro de mais nada. 

Com Kerry King.

No dia seguinte, a mesma rotina se repete: Acordar e partir direto para a NAMM. Assim como a Quinta-Feira, o Domingo é um dia muito mais calmo e mais propício a comunicação. É geralmente no Domingo que converso com possíveis novos endorsers, acerto detalhes para os meses seguintes com os meus patrocinadores, planos de trabalho, estratégias de marketing, etc. É um dia um pouco mais relaxado e tranquilo, nada muito interessante ocorre no Domingo. O dia se encerra, volto para o hotel, durmo o quanto posso, e as 4 da manhã de Segunda-Feira estou de pé para pegar o meu vôo que decola as 6:45 rumo a Costa Leste. 

Com Steve Vai.

Esta é a “rotina” de um evento como estes. É muito legal, muito importante para quem trabalha nesta indústria, mas ao mesmo tempo é extremamente cansativo, exige muito de você fisicamente e mentalmente. Com o tempo esta rotina de viagens, poucas horas de sono e alimentação “errada” acaba sendo absorvida pelo seu sistema, as vezes é bem sacrificante, mas no final das contas é a realização de um sonho que nós músicos buscamos desde o início. 

Um grande abraço a todos! 
Acacio Carvalho"

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