29 de setembro de 2010

Fotos do workshow Thomas Lang em Goiânia

por Mário Megatallica

Só mesmo Thomas Lang foi capaz de fazer chover em Goiânia neste período de estiagem! No dia em que o baterista austríaco pisou em solo goiniense a chuva finalmente caiu e quem compareceu ao seu workshow pôde ver muita chuva - não somente o temporal que caía mas também uma chuva de ritmos, técnica e precisão que fez com que cada pessoa ali presente saísse de boca aberta.

O workshow de Thomas Lang que aconteceu ontem na boate Santa Fé teve um bom público e foi uma iniciativa da Prime Baterias, DW Drums e  Meinhl Cymbals com apoio da rede Fujisom com o intuito de demonstrar o potencial das marcas de baterias Prime e PDP - esta última uma linha da DW Drums - e dos pratos Meinhl, dos quais Thomas Lang é "endorsee". De quebra, quem compareceu pôde presenciar uma verdadeira aula deste excelente baterista.

O evento começou com a apresentação do baterista Daniel Oliveira, que é professor do Instituto Vera Figueiredo. O professor Daniel - que também foi intérprete de Thomas - fez uma apresentação altamente técnica, porém, igualmente rítmica, demonstrando toda sua técnica de punho ao som de muito Jazz e Chorinho, entre outros estilos.  As subdivisões de Jazz aliadas aos contratempos do Chorinho tornaram sua performance bastante interessante, deixando o público devidamente aquecido para a atração principal.

Na sequência entra o austríaco Thomas Lang, que ao contrário do que muitos esperavam, utilizou um kit da PDP e não seu tradicional e gigantesco kit da DW. Sem cerimônia o baterista sentou no seu kit e começou a mandar ver no seu som. As duas primeiras músicas são composições do próprio Thomas, nas quais o músico tocou de forma mais "reta", sem muitos contratempos nem tempos quebrados porém com muito peso. A  cada batida de Thomas na caixa a sensação que o público tinha era de que a pele poderia furar a qualquer momento!  O baterista mostrou que realmente estava disposto a destruir nesta apresentação.

Logo em seguida Thomas Lang iniciou uma apresentação solo surpreendente, com mais de meia hora ininterrupta de viradas, quebradeira e muita velocidade, mostrando o que todos ali esparavam assistir. Seu solo foi marcado por muita técnica, batidas rápidas, pegada forte, dinâmica, ritmo, polirritmia, exploração de timbres diversos e (como sempre) muita velocidade; ou seja, Thomas Lang mostrou ao público goianiense porque é Thomas Lang - um dos maiores bateristas da atualidade. Impressionou a todos tocando com groove e também explorando o famoso "swing" brasileiro com pequenas passagens de samba. Houve quem dissesse que ele soava com uma escola de samba completa! E todos assistiram àquela verdadeira aula de forma hipnotizada e eufórica. Uma das peculiaridades observadas no kit de Thomas foi a presença de duas peças que pareciam "pads" de bateria eletrônica mas possuíam uma espécie de pele com uma esteira, soando como caixas "pícollo".   Uma delas tem 10" e a outra 12".

Na terceira parte da apresentação, após seu solo, Thomas apresentou seus pratos, falando de seus timbres,  e respondeu às perguntas do público e aproveitou para descansar e mostrar seu lado bem humorado. Entre várias perguntas, o baterista comentou que iniciou  sua carreira tocando piano e baixo por influência dos pais e que só na adolescência se firmou na bateria; afirmou que treina "somente" quatro horas por dia e que teve como influências musicais,  entre outros, os bateristas Ian Paice do Deep Purple, e o baterista Terry Bozzio (outro monstro da bateria). Um momento interessante e, de certa forma cômico, ocorreu quando um fã perguntou a Thomas se ele havia sido procurado pela banda  Dream Theater para substituir o baterista Mike Portnoy; sua resposta foi a seguinte: "Dream Theater? O que é Dream Theater?", causando gargalhadas gerais dos presentes no evento.

No final de sua apresentação, Thomas mostrou seu lado "heavy" executando uma peça de seu DVD Creative Control com bastante peso, levadas de caixa com condução em prato de ataque recheados de bumbo-duplo, contrariando a quem achava que ele é um baterista de Jazz. De fato ele se mostrou mais como baterista de Pop e Rock com muito groove, técnica, velocidade, precisão e liberdade musical, provando que definitivamente é um dos mais  influentes do mundo e certamente um dos melhores de todos os tempos. Parabéns para Prime, DW, Meinhl e Fujisom pela iniciativa.
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